terça-feira, 27 de abril de 2010

recortes II

Um princípio básico da fé de Einstein era que a natureza não está atravancada de atributos supérfluos. Assim, deve haver um propósito para a curiosidade. Para Einstein, a curiosidade existe porque ela cria mentes que questionam; e isso gera uma apreciação pelo universo que, para ele, era equivalente ao sentimento religioso. "A curiosidade tem sua própria razão de existir", explicou certa vez. "Não podemos deixar de ficar deslumbrados ao contemplar os ministérios da eternidade, da vida, a maravilhosa estrutura da realidade".
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Certo dia nos anos 30, Einstein convidou o poeta Saint-John Perse para ir a Princeton, pois queria saber como era seu processo de trabalho. "Como surge a ideia de um poeta?", perguntou ele. O poeta falou do papel da intuição e da imaginação. "É a mesma coisa para um cientista", respondeu Einstein, felicíssimo. "É uma iluminação súbita, quase um arrebatamento. Depois, é claro, a inteligência analisa, e as experiências confirmam ou invalidam a intuição. Mas de início há um grande salto da imaginação".
Havia um elemento estético no pensamento de Einstein, um senso de beleza. E um dos componentes da beleza, pensava ele, era a simplicidade. Fez eco à máxima de Newton - "A natureza compraz-se com a simplicidade" - no credo que pronunciou em Oxford, no ano em que deixou a Europa e partiu para os Estados Unidos: "A natureza é a realização das ideias matemáticas mais simples possíveis de conceber". (Walter Isaacson em Einstein Sua Vida, Seu Universo)

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Eu, poetizado Me descubro em tudo (Vítor Ramil)