sexta-feira, 24 de setembro de 2010

diálogos internos

supra-sumo

estar lendo tal conteúdo em um livro teu é irônico. A cada página grifos teus...A todo instante durante o deleite da leitura tenho vontade de sublinhar passagens...e de súbito, por este respeitoso pudor, algo despertou em mim. Já sabias..., ou tua leitura, como fazia Hitler, busca trechos para legitimar um discurso equivocado, déspota. Que grande ironia e desencanto, porque ou não tiveste a profundidade para entender a magnitude da obra ou querias apenas sabe-se lá porque refutar um conhecimento que sempre quis dividir contigo como um alento para a alma. Nossa, tão distantes nessa intimidade toda. E o grafite fininho impresso com a leveza necessária para não deixar marcas é o mesmo. Que leve vazio me aplaca, silencia e liberta.

sábado, 18 de setembro de 2010

...

Eu vivo a vida a vida inteira
A descobrir o que é o amor
Leve pulsar do sol a me queimar
Não penso ter a vida inteira
Pra guiar meu coração
Eu sei que a vida é passageira
Mas o amor que eu tenho não!

Quero ofertar
A minha outra face à dor
Deixa eu sonhar com a tua outra face, amor

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

segurança

A melhor maneira de combater o mal é procurar progredir com energia na direção do bem. É manter a seriedade e não esquecer a armadura.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

estabilidade

deixando as águas mansas...passa uns ventões...pela superfície..

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Espinosa

...O autor denuncia a superstição como processo alienante, mas também admite que enquanto houver homens haverá medo e esperança; sempre existirão paixões que movem as ações humanas mais do que a razão. E é preciso coragem e ousadia para sair do confortável refúgio do amparo divino e desvendar a estrutura do real: admitir-se como parte da Natureza e assumir que o bem e o mal não são valores absolutos, mas relativos a uma construção social...Ousadia e coragem exigem portanto, procurar compreender a realidade tal como ela é, conhecermo-nos tal como somos e, a partir disso, abrir caminhos para a verdadeira liberdade. O convite à leitura de Espinosa requer que o leitor abandone todos os seus preconceitos e refúgios para compreender a natureza humana, que não estará abandonada, pois está inserida no seio da Natureza inteira. Mas desde o início Espinosa advertiu: cuidado. (Discutindo Filosofia nº8)

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Eu, poetizado Me descubro em tudo (Vítor Ramil)