quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Espinosa

...O autor denuncia a superstição como processo alienante, mas também admite que enquanto houver homens haverá medo e esperança; sempre existirão paixões que movem as ações humanas mais do que a razão. E é preciso coragem e ousadia para sair do confortável refúgio do amparo divino e desvendar a estrutura do real: admitir-se como parte da Natureza e assumir que o bem e o mal não são valores absolutos, mas relativos a uma construção social...Ousadia e coragem exigem portanto, procurar compreender a realidade tal como ela é, conhecermo-nos tal como somos e, a partir disso, abrir caminhos para a verdadeira liberdade. O convite à leitura de Espinosa requer que o leitor abandone todos os seus preconceitos e refúgios para compreender a natureza humana, que não estará abandonada, pois está inserida no seio da Natureza inteira. Mas desde o início Espinosa advertiu: cuidado. (Discutindo Filosofia nº8)

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