quinta-feira, 12 de setembro de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Goethe

Formação, transformação / Eterna diversão da mente eterna

Fritz Kahn

...meu olhar vai um pouco além desta folha de papel. Ali esta uma rosa em seu cálice. O movimento de suas pétalas é o torvelinho de todas as espirais do universo. A sua beleza pura exprime toda a beleza do cosmos. E, diante de mim, na cadeira, está meu cão que me olha, esperando que eu deixe a pena para ir passear com ele. Na profundidade de seus olhos, que eu não canso de contemplar e cujo mistério o homem não consegue decifrar, está o segredo de todo o universo. Olhe calmamente para a abóbada celeste nesta noite. Mire as estrelas, as vias-lácteas e pense, sem se sentir diminuído, nos 1.000 milhões de vias-lácteas que se movimentam em distâncias inatingíveis. A Terra que você habita pode ser um nada no universo, porém ela, a Terra, é também o universo no nada.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Lustre

O único livro de Clarice Lispector que não consegui ler foi O Lustre, por isso ele ainda permanece comigo. Ontem peguei ele na mão. Data de compra 03-05-1993. Lá se vão 20 anos... Segue as primeiras linhas: "Ela seria fluida durante toda a vida. Porém o que dominara seus contornos e os atraíra a um centro, o que a iluminara contra o mundo e lhe dera íntimo poder fora o segredo. Nunca saberia pensar nele em termos claros temendo invadir e dissolver a sua imagem. No entanto ele formara no seu interior um núcleo longínquo e vivo e jamais perdera a magia - sustentava-a na sua vaguidão insolúvel como a única realidade que para ela sempre deveria ser a perdida. Os dois se debruçavam sobre a ponte frágil e Virgínia sentia os pés nus vacilarem de insegurança como se estivessem soltos sobre o redemoinho calmo das águas."

quinta-feira, 21 de março de 2013

sobre a morte

...sempre penso, com muita estranheza aliás, que talvez a vida seja a morte e quando a gente morre, acorda e vive, com medo de morrer, quer dizer, de tornar a viver - (CL - Cartas perto do coração - 83)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

gênese

A origem eterna, envolta em suas vestes sempre invisíveis, havia dormido, mais uma vez. O tempo não existia, porque ele havia dormido no seio infinito da duração. A mente universal não existia. As grandes causas da miséria não existiam, porque não havia ninguém para produzi-las e ser aprisionado por elas. Somente as trevas preenchiam o todo sem limite, porque o pai, a mãe e o filho eram mais uma vez um e o filho ainda não tinha despertado para a nova roda e sua peregrinação nessa roda.

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Caxias do Sul, RS, Brazil
Eu, poetizado Me descubro em tudo (Vítor Ramil)