segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

gênese

A origem eterna, envolta em suas vestes sempre invisíveis, havia dormido, mais uma vez. O tempo não existia, porque ele havia dormido no seio infinito da duração. A mente universal não existia. As grandes causas da miséria não existiam, porque não havia ninguém para produzi-las e ser aprisionado por elas. Somente as trevas preenchiam o todo sem limite, porque o pai, a mãe e o filho eram mais uma vez um e o filho ainda não tinha despertado para a nova roda e sua peregrinação nessa roda.

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Eu, poetizado Me descubro em tudo (Vítor Ramil)